Oportunidade

terça-feira, 6 de outubro de 2009

por Décio Sá

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça recebeu, por unanimidade, nesta segunda-feira 5, denúncia do Ministério Público (MP) contra o prefeito de Buriticupu, Antonio Marcos de Oliveira, o Primo (PDT). Ele é acusado de não prestar contas da administração financeira do município à Câmara de Vereadores nos prazos legais, referentes aos exercícios de 2005 a 2007.

O ato configura crime de responsabilidade previsto no artigo 1º, VI, do Decreto-Lei nº 201/67, em concurso material com o artigo 69 do Código Penal. A defesa do pedetista (foto/TSE) alegou ausência dos requisitos autorizadores da instauração da ação penal. Alega que o prefeito cumpriu fielmente com suas obrigações ao prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), conforme determina a Constituição Estadual.



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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Marcelo Tavares nega ter recebido informações sobre Graciete Lisboa

 
O presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Tavares (PSB), negou agora há pouco, em contato com o blog, que teha recebido qualquer informação da Justiça Eleitoral a respeito do processo de cassação da deputada Graciete Lisboa (PMDB).
- Toda informação que tenho deste caso me foi repassada pela própria deputada. Não recebi qualquer notificação da Justiça Eleitoral - afirmou o parlamentar.
A notícia de que a presidência da Assembléia já havia recebido informações da cassação definitiva de Graciete Lisboa foi publicada nos blogs de Luís Cardoso e Professor Caio Hostílio.
E reproduzida neste blog.
- Não há qualquer notificação. E quando houver, vou seguir as regras da Câmara Federal e abrir prazo para que a deputada preste explicações. Só após este prazo, a Casa vai declarar o cargo vago - explicou.
Segundo Marcelo Tavares, não há acordo algum para chamar o primeiro suplente Carlos Miranda, o Irmão Carlos (hoje no PMN).
- É claro que tenho que chamar é o primeiro suplente para assumir a vaga, se ele trocou de partido, cabe ao PSDB ou ao suplente questionar na Justiça. Para a Assembléia, o que interessa é que ele é o primeiro suplente, segundo consta da lista do TRE - afirmou.
Para os blogs que noticiaram a informação, Irmão Carlos não poderia assumir porque já trocou duas vezes de partido desde as eleições de 2008 - era do PSDB, foi para o PTN e agora está no PMN, partido pelo qual ocupa vaga na Câmara de Açailândia.
Ocorre que ele só pode ser impedido de assumir após processo na Justiça Eleitoral, movido pelo suplente, pelo partido ou pelo Ministério Público, com amplo direito de defesa.
Só após o trãnsito em julgado deste processo é declarada sua falta de condições para assumir o mandato.
 - E Assembléia nada tem a ver com isso - garante o presidente Marcelo Tavares…


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Mirante vence prêmio Comunicador do Ano 2009

 

Saiu ontem a lista dos vencedores do prêmio Comunicador do Ano 2009, eleitos pelo voto direto dos profissionais de comunicação do Maranhão, como parte do VI Congresso da categoria. Pelo segundo ano consecutivo, eu levei o de melhor repórter de jornal impresso. Na foto de Handson Chagas, apareço recebendo o troféu e o diploma do diretor regional da Petrobras, Rogério Ferreira da Silva, debaixo de uma chuva de papel picado. Reitero o agradecimento aos colegas que escolheram meu nome.

Dos 16 prêmios em que podiam concorrer, os profissinoais do Sistema Mirante de Comunicação ficaram com dez. A empresa não tem programa de variedades na TV e nem podia disputar o prêmio de melhor assessor de comunicação. Abaixo a relação dos vencedores e homenageados do congresso.

Premiados:
Diretor de Jornalismo: Rômulo Barbosa (TV Mirante).
Colunista Social: Pergentino Holanda (O Estado).
Apresentador de TV: Soares Júnior (Mirante).
Repórter de TV: Werton Araújo (Mirante).
Repórter Cinematográfico: Francisco Batalha (Mirante).
Repórter de Rádio AM: Domingos Ribeiro (Mirante).
Narrador Esportivo: Gilson Rodrigues (Mirante)
Repórter Esportivo: Emanuel Ribeiro Ligeirinho (Mirante).
Comentarista Esportivo: Herbeth Fontenelle (Mirante).
Jornalista de Redação: Joel Jacinto (Jornal Pequeno).
Repórter Fotográfico: Ariosvaldo Baêta (Imparcial).
Apresentador de TV: Variedades: Paulinha Lobão (Difusora).
Apresentador de Radio AM: Silvan Alves (Educadora).
Apresentador de Rádio FM: Robson Jr.(Difusora).
Assessor de Comunicação: Luis Carlos Cardoso (Cemar).

Homenageados in memorian: Eider Paz, Pedro Santos, Jairo Rodrigues e Ferreira Baty.
Homenageados como radialistas que marcaram época: Gabriel Cunha, Fernando Jr., Danilo Silva, João Ferreira, Franklin de Oliveira, Francisco Barbosa, Gerzivilson Azevedo, Antonio José Amorim
Homenageados com jornalistas que marcaram época: José Cirilo, Adenis Matias, Marcos Nogueira, Jacir Moraes, Leôncio Castro, Sálvio Dino, Américo Colombo, Marinaldo Gonçalves e Antonio Nelson Farias.
Amigos da imprensa:  Roseana Sarney (governadora), João Castelo (Prefeito de São Luís), Isaías Pereirinha (Presidente da Câmara), José Pereira Godão (Produtor Cultural), Alberto Franco (Deputado Estadual).
Principal homenageado do congresso: Antonio Carlos Lima.

(Do blog de Décio Sá)



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MPF/MT propõe termo de compromisso para frigoríficos visando impedir o desmatamento ilegal provocado pela pecuária

Gado localizado durante a operação Boi Pirata II
Gado localizado durante a operação Boi Pirata II. Foto Ibama

Três procuradores da República apresentaram nesta quinta-feira, 1º de outubro, a proposta de um termo de ajustamento de conduta (TAC) para o setor frigorífico em Mato Grosso para evitar o desmatamento provocado pela pecuária.
Juntamente com representantes de frigoríficos, do setor pecuário e dos órgãos ambientais estadual e federal foi iniciada a discussão dos itens do TAC que propõe aos frigoríficos que se comprometam a não comprar animais para o abate oriundos de áreas que praticam desmatamento ilegal, que não possuam licenciamento ambiental, que exploram mão-de-obra em condições de escravidão, que estão localizadas em áreas indígenas ou quilombolas, que tenham registro de violência agrária ou que sejam áreas de desmatamento recente.
De acordo com o procurador da República Mário Lúcio de Avelar, o objetivo é trazer os produtores do setor pecuário de Mato Grosso para a legalidade e garantir o controle da sociedade sobre a atividade produtiva. A proposta do TAC faz parte de um amplo estudo desenvolvido pelo Ministério Público Federal para identificar na cadeia produtiva da carne onde são praticadas as atividades em desacordo com a legislação ambiental e com os critérios de sustentabilidade.
A discussão sobre o TAC não foi encerrada. Uma nova reunião deve ser marcada para os próximos 15 dias com a presença de mais representantes do setor frigorífico, de criadores, do setor do varejo e do governo do estado.
Uma das maiores preocupações demostradas pelos representantes dos três frigoríficos que participaram da reunião – Marfrig, JBS e Frialto – foi com a demora em conseguir junto aos órgãos competentes as licenças e documentação exigidas no TAC.
"Essa primeira reunião com o Ministério Público Federal abriu um canal muito importante de negociação, pois o TAC vai mexer profundamente com a vida do produtor que terá que implantar os itens de mudança em suas propriedades. Com esse diálogo vamos evitar que a economia do agronegócio de Mato Grosso entre em colapso, como aconteceu no Pará. Os pecuaristas querem continuar produzindo de forma sustentável e participar da elaboração desse TAC vai permitir que as mudanças sejam viáveis a todos os envolvidos", disse o diretor da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).
O representante da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) Evandro Morales demostrou preocupação com a situação dos licenciamentos ambientais das fazendas produtoras. "A comercialização de boa parte do gado de MT pode ser inviabilizada pela assinatura do TAC com os frigoríficos, pela falta de licenciamento ambiental das propriedades", disse Morales.
Mato Grosso tem atualmente 115 mil propriedades rurais voltadas para a pecuária e 26 milhões de cabeças bovinas.
* Informe da Procuradoria da República em Mato Grosso, publicado pelo EcoDebate, 03/10/2009
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Acordo permite criação de gado dentro do Parque Indígena do Araguaia, na Ilha do Bananal

Do Portal Eco Debate
 
Um acordo firmado entre indígenas e o Ministério Público Federal (MPF) no Tocantins permite agora a criação de gado dentro do Parque Indígena do Araguaia, na Ilha do Bananal.
No ano passado, 100 mil cabeças de gado foram retiradas da Ilha do Bananal, onde vivem cerca de 3.500 indígenas que arrendavam áreas a não índios para serem usadas como pasto. Pelo acordo, firmado há cerca de duas semanas, cerca de 20 mil cabeças de gado de não índios podem agora ser criadas pelos próprios indígenas. Dessa forma, se aplica não mais o arrendamento das terras, mas um regime de compartilhamento chamado de ameia.
"Na criação, como eles chamam, de ameia, que é uma forma de parceria, o dono do rebanho fornece o gado e o outro, no caso o indígena, faz toda a criação e depois divide-se o resultado", disse o procurador da República Álvaro Manzano, que propôs o acordo.
A permissão para a volta do gado à ilha foi dada depois que os animais saíram e a comunidade indígena passou a não dispor mais dos recursos que eram garantidos com o arrendamento das terras. O arrendamento, no entanto, era ilegal, já que, pela lei, a terra indígena só pode ser usufruída por índios. O procurador conta que a parceria foi a forma encontrada para atender às necessidades dos indígenas atualmente.
"Os índios estão numa outra etapa de desenvolvimento, eles têm uma demanda por bens, por facilidades que a sociedade possui, então eles buscam renda, de uma forma ou de outra. O nosso desafio é fazer com que essa renda seja decorrente do trabalho que eles desenvolvem em sua terra", acrescentou Manzano.
O termo de compromisso firmado pelo Ministério Público Federal, associações dos índios Javaé e representantes das aldeias desperta, entretanto, polêmica, e não teve, por exemplo, o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai), afirma Euclides Lopes, administrador da instituição no município de Gurupi, vizinho à ilha.
"Nós não concordamos com o retorno desse gado dentro da ilha, e há um encaminhamento da AGU, a Advocacia-Geral da União, de que a Funai não assinasse esse acordo. Pelo contrário, a AGU vai ingressar na Justiça para que se esse gado retornar, seja leiloado, como aconteceu no Pará [com a Operação Boi Pirata]".
A Ilha do Bananal, no Tocantins, tem quase 2 milhões de hectares e é considerada a maior ilha fluvial do mundo. No local, existem duas áreas indígenas – o Parque Indígena do Araguaia e a Terra Inawebohona – e uma de proteção, que é o Parque Nacional do Araguaia.
Reportagem de Morillo Carvalho, da Rádio Nacional da Amazônia, publicada pelo EcoDebate, 05/10/2009
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