Oportunidade

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Se Sarney sair, metade do Senado teria que renunciar

DO BLOG DE ZÉ DIRCEU

Com a pressão pela renúncia do senador José Sarney (PMDB-AP) é indiscutível que o objetivo da oposição (nota acima) é controlar a Casa e desestabilizar o governo. Se o único propósito fosse a reforma do Senado, o fim das ilegalidades e a apuração das responsabilidades, os senadores deveriam começar por seus partidos, por suas comissões de ética. E acionar a do próprio Senado, onde os senadores deveriam estar respondendo por seus atos.A principal questão do Senado, realmente é a sua reforma, com o fim dos privilégios acumulados nesses anos. É uma tarefa árdua e de médio prazo, mas que deve começar imediatamente, como propôs o PT. É preciso mudar a forma de dirigir o Senado, instalar o colégio de líderes e uma comissão para, junto com a atual Mesa, promover realmente as mudanças.Como tenho dito e repetido a pressão pela renúncia do presidente do Senado é um jogo político da oposição. Se fosse assim, a Mesa toda teria que renunciar, começando pelos 37 senadores beneficiados por atos secretos, além de outros benefícios escabrosos como o de Artur Virgílio, que até empréstimo ilegal e não declarado fez com Agaciel Maia.A maioria dos senadores teria que responder no Conselho de Ética por cumplicidade, omissão e conivência quando não participação direta e beneficiários de tudo que veio a público nas últimas semanas.

terça-feira, 30 de junho de 2009

OS VERDADEIROS LENÇOIS MARANHENSES*

O que de fato estaria por traz de ainda não terem sido reconhecidos como os verdadeiros “lençóis” maranhenses, todo aquele exuberante espraiado existente nos municípios litorâneos da costa ocidental do Maranhão?Sequer a expressiva devoção pelo Sebastianismo, muito presente na grande maioria dos municípios da região da baixada ocidental, foi suficiente para demonstrar aos tecnocratas encabeçados por um entendimento distorcido a exemplo do que foi defendido por um ex-Secretario de estado do Meio Ambiente e Turismo nos anos 80, depois que sobrevoou o espraiado da região de Barreirinhas, levando este a entender que os Lençóis maranhenses deveriam ser os existentes no litoral oriental, e não aqueles do litoral ocidental, denominando a este ultimo como Parque dos Guarás.Felizmente alguns prefeitos dos municípios do litoral ocidental, estão envolvidos na justa e oportuna correção desses importantes fatos, e de comum entendem que a desatenção por parte de uma política estadual e federal tem comprometido a promoção de ações estruturais deixando de atrair investidores para a indústria do Turismo naquilo que são os verdadeiros “lençóis” maranhenses. Começando estes prefeitos a entender, que na verdade a questão é bem outra, a exemplo do que representa o que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística classifica como VAZIO CARTOGRAFICO PARÁ/MARANHÃO, correspondente justamente ao potencial mineralógico de uma expressiva faixa de terras limítrofes envolvendo o estado do Pará e Maranhão. Dados esses ainda não disponibilizados pela Base Cartográfica do IBGE em Fortaleza-CE, já que São Luis-MA nunca foi Base Cartográfica do citado Instituto.Faz sentido sim um comentário ouvido de técnicos do próprio IBGE que preferiram não se identificar, afirmando na oportunidade que a preservação das informações contidas sobre o item VAZIO CARTOGRAFICO PARÁ/MARANHÃO, tem caráter estratégico, inclusive por parte da própria Petrobrás.Desde algum tempo cobramos explicações da Presidência da República, do IBGE e do Ministério de Minas e Energia a respeito, e o resultado disto se observa hoje que também na plataforma continental entre o Maranhão e o Pará está sendo concluído o Estudo Sísmico sobre o potencial da existência de petróleo, e igualmente em alguns pontos das terras correspondentes ao tal do Vazio Cartográfico.E quando nós temos um maranhense agora a frente do Ministério de Minas e Energia, quiçá os resultados e avaliações dessas pesquisas ajudem a melhorar os preocupantes índices de desenvolvimento das municipalidades envolvidas, não impedindo, porém a concentração de esforços dos prefeitos interessados em promover a qualquer custo os verdadeiros “lençóis” maranhenses.Lembrando a titulo de ilustração, citamos a existência de uma lenda transmitida através de tradições culturais, que tratam de condições preestabelecidas para o ressurgimento do rei português D. Sebastião, desaparecido numa batalha contra os mouros em território africano.Continuando, afirma a lenda que o ressurgimento desse rei acontecerá num vasto espraiado localizado em território maranhense, ocasionando no afundamento do Maranhão, e, por conseguinte, no surgimento a partir dali de um novo reino.O mais importante disso tudo, envolvendo lenda, realidade e expectativa, é que a qualquer preço e custo os prefeitos dos municípios existentes na abrangência dos verdadeiros “lençóis” maranhense, já estão se movimentando a respeito, e contarão certamente com o governo da Drª Roseana Sarney, do vice Dr João Alberto de Sousa e deputados representantes daquelas populações. (baixadaelitoralocidental.ma@hotmail.com *)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A culpa é de quem



Culpa de quem? - O Globo - 20/6/2009

Fazendo o maior sucesso na net, o caso Sarney

DO BLOG ACERTO DE CONTAS

Vagava pelos corredores virtuais da internet quando me deparei com uma radiografia do presidente do Senado, José Sarney - eleito pelos leitores do Acerto de Contas como sendo “A cara do Congresso“. Dei de cara com o senador maranhense pelo Amapá, primeiro no Painel da Folha de S.Paulo de hoje, na seguinte nota escrita por Renata Lo Prete:
Gentileza. Sarney nomeou por meio de ato secreto, em março de 2007, Emico Uyeda para o Conselho Editorial do Senado. É a mulher do ministro Massami Uyeda, do STJ, e consta até hoje do rol de funcionários comissionados.
Depois, deparei-me com Sarney novamente. Dessa vez, no texto do jornalista Leandro Fortes, postado em seu blog. “Sarney, o homem incomum” pode ser lido na íntegra no blog Brasília, eu vi. Eis um pequeno trecho:
“No Maranhão, a família Sarney montou um feudo de cores patéticas por onde desfilam parentes e aliados assentados em cargos públicos, cada qual com uma cópia da chave do tesouro estadual, ao qual recorrem com constância e avidez. O aparato de segurança é utilizado para perseguir a população pobre e, não raras vezes, para trucidar opositores.”
Ao ler o texto, recordei-me de uma antiga postagem de Marco Bahé aqui no Acerto de Contas - em janeiro do ano passado. Dominguemos, pois, com o déjà vu desse texto lançado ao infinito não se sabe bem de qual porto, que desde então percorre o mundo como um pergaminho dentro de uma garrafa boiando através dos mares…
Abaixo, reproduzo este verdadeiro artefato textual:
Triste realidade maranhense:
Para nascer, Maternidade Marly Sarney.
Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney.
Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney.
Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney.
Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado gire a sintonia para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário.
Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor).
Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.
Não gostou de nada disso? Quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney…
Imaginem como ficará esse pobre Estado quando o tal José Sarney morrer?